Por Katia Neves
Foi naquele banco que me sentei todos os dias durante 10 dias.
Naquele banco tomava um café e comia um pedaço de bolo de banana; olhava para os lados, para o céu, para os que caminhavam a minha frente e tudo estava bem.
Era o mundo naquele momento me dando bom dia, tanto o céu azul como as pessoas que estavam ao meu redor, e até o banco me recebia com respeito e aconchego.
Sempre comigo um melhor amigo chamado Livro e meu celular, porque hoje faz parte de nossas vidas, mas eu não tinha medo em deixá-lo ali ao meu lado no banco, é só um telefone, que todos tem, e ninguém quer o seu, e isso me fez silenciar meu constante sinal de alerta.
Os dias iam passando e eu caminhava nas ruas lotadas de pessoas indo e vindo, e….tudo bem!!!
Essa sensação de ” tudo bem ” me calou a alma amedrontada e desconfiada, fui criada para ter medo e desconfiar de tudo, passei a ter medo da liberdade, aprendi a sobreviver até estar neste banco em outro País.
Nunca me senti tão segura e em paz num banco de rua. 🇪🇸 ♾️ 🧿 🌎 🍀 ❤

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