Autor desconhecido
Um homem morreu.
Ao abrir os olhos do espírito, viu Deus com uma maleta nas mãos.
– É hora de partirmos – disse ele.
– Já? Mas eu tinha tantos planos…
-Todos dizem o mesmo.
-O que há na maleta?
-Os teus pertences. – Respondeu Deus.
-Minhas roupas? Meu dinheiro?
-Não, isso era da Terra.
-Minhas lembranças?
-Do tempo.
-Meus talentos?
-Das circunstâncias.
-Minha esposa e filho?
-Do teu coração.
-Meus amigos?
-Do caminho.
-Meu corpo?
-Do pó.
-Então só pode ser minha alma…
Deus olhou com ternura:
-Ela é minha.
-Com mãos trêmulas, o homem abriu a maleta.
Ela estava vazia.
-Então eu nunca tive nada?
-Apenas os momentos. Cada instante vivido com verdade foi teu. O resto era apenas passagem.
Porque o Tempo não é teu.
As pessoas, os bens, o corpo – nada disso te pertence.
Tudo retorna à origem.
Só o agora é real.
Só o amor que você viveu, o silêncio que honrou, o instante que sentiu – Isso sim, foi seu.
…Enquanto ainda respira, valorize o que não se pode comprar.
…Abrace o que não se pode guardar.
…E viva…
…não como quem acumula, mas como quem honra o tempo que lhe foi dado!

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